segunda-feira, 7 de julho de 2025

Prefeito de Igarapé Grande se apresenta à polícia após matar PM durante vaquejada e é liberado após depoimento

Crime causou comoção na região do Médio Mearim; prefeito alegou legítima defesa e segue em liberdade enquanto investigação continua


O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), se apresentou voluntariamente à Delegacia Regional de Presidente Dutra na tarde desta segunda-feira (7), após ser apontado como autor dos disparos que mataram o policial militar Geidson Thiago da Silva Dos Santos, durante uma vaquejada realizada no domingo (6), no município de Trizidela do Vale, no Maranhão.

A vítima, que estava fora de serviço no momento do crime, teria se envolvido em uma discussão com o prefeito por conta do uso dos faróis do veículo conduzido por João Vitor, que estariam incomodando pessoas no local. Segundo testemunhas, o desentendimento evoluiu para uma agressão, e o prefeito sacou uma arma e efetuou os disparos.

Após o crime, o gestor municipal ficou foragido por mais de 24 horas, mobilizando equipes da Polícia Militar e unidades especializadas, como o COSAR (Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural). O comandante do 19º BPM de Pedreiras, Tenente-Coronel Aguiar, classificou o homicídio como “covarde” e afirmou que a corporação estava empenhada na captura do suspeito.

Mesmo com a gravidade do caso, João Vitor foi liberado após prestar depoimento à Polícia Civil. De acordo com o superintendente de Polícia Civil do Interior, delegado Ricardo Aragão, o prefeito alegou ter agido em legítima defesa. Como se apresentou de forma espontânea, não houve prisão em flagrante. Além disso, por ocupar cargo de prefeito, ele possui foro privilegiado, e só pode ser julgado por tribunais superiores.

Um dos pontos que mais chama atenção no inquérito é a ausência da arma do crime. Segundo o delegado Ricardo Aragão, João Vitor afirmou que “extraviou” o armamento para não ser pego com ele. “No depoimento do prefeito, ele disse que havia extraviado essa arma para não ser pego com ela, mas há a possibilidade de futuramente essa arma ser localizada. O delegado regional de Presidente Dutra está tentando negociar com o prefeito a entrega da arma”, explicou o superintendente.

Agora, a Polícia Civil tem até dez dias para concluir o inquérito e, caso haja elementos suficientes, poderá solicitar a prisão preventiva do suspeito.

O assassinato do PM Geidson Thiago gerou grande comoção em Igarapé Grande e em toda a região do Médio Mearim. Familiares da vítima, visivelmente abalados, optaram por não se pronunciar. Moradores têm cobrado justiça e maior celeridade no andamento do caso.

O blog De Tudo Um Pouco News segue acompanhando o caso de perto, mantendo contato com a Polícia Militar do Maranhão e demais autoridades responsáveis. Novas atualizações serão publicadas assim que houver avanços nas investigações.

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