segunda-feira, 28 de setembro de 2020

São Luís tem pela primeira vez uma candidatura trans nas eleições municipais de 2020

O  movimento trans pelo Brasil tem despertado para a necessidade de se politizar e ter sua própria representatividade política. De acordo com as estatísicas, o Brasil ainda ocupa o ranking mundial sobre o assassinato de pessoas trans. è também um dos países que mais marginalizam a identidade trans, uma vez que grande parte dessa população se encontra for do mercado de trabalho por falta de capacitação ou especialização profissional já que o nível de evasão escolar entre  pessoas trans é alarmante. De acordo com a AMATRA ( Associação Maranhense de Travestis e Transexuais), esse triste cenário  pode ser expolicado devido a falta de políticas públicas que não só incentivem a comunidade trans a voltar para a sala de aula, como também neutralizar as hostilidades que uma pessoa trans sofre, por exemplo, no ambiente escolar. Outro ponto, ainda de acordo com a AMATRA, é combater a transfobia institucionalizada que acaba traçando uma margem excludente da pessoa trans por meio de culturas organizacionais de instituições e/ou órgãos públicos.

Lohanna Pausini, mulher trans, jornalista e ativista LGBT+, está lançando candidatura como vereadora de São Luís para as eleições de 2020, e segue uma corrente do movimewnto LGBT+ em promover representatividade política para a comunidade LGBT+. De fato, a importância de uma candidatura nesse sentido para a política local do município de São Luís, se faz necessária haja vista a inexistencia de qualquer projeto de lei municipal em benefício da comunidade LGBT+.

A falta de uma legislação específica acaba forçando o movimento LGBT+ a acionar o Supremo Tribunal Federal a realizar intervenções jurídicas, sempre que pretende lutar por um direito como , por exemplo, doação de sangue, união estável, retificação do nome social, criminalização da LGBTFOBIA e etc. Todavia, é preciso que se crie um pacote de medidas que somente o poder público local é capaz de viabilizar caso queira, por exemplo, promover o resgate da Cidadania da pessoa trans no que diz respeito a empregabilidade ou capacitação profissional. É compromissada com essa misão que Lohanna Pausini, aceitou o desafio de se candidatar como vereadora do município de São Luís, trazendo como slogam ” Resistir para existir”, uma forma explícita de reafirmar que sua identidade de gênero como mulher trans, existe a partir de uma luta de resistência, fazendo lembrar que lágrimas, suor e sangue ajudaram a pintar as cores do arco-íris na bandeira do movimento LGBT+. O próprio número eleitoral 23.175, foi criteriosamente criado para fazer menção ao dia 17 de maio, dia internacional de combate a LGBTFOBIA.

A candidatura de uma mulhger trans, não só é emblemática para o movimento LGBT+, como também demonstra que a cidadania é um direito de todos, e que o exercício da vereância precisa ser feito em benefício da população de um determinado município ainda que seja por meio de nichos como comumente ocorrem nas políticas municipais.


Fonte Autorizada: https://pausini.wordpress.com/2020/09/28/sao-luis-tem-pela-primeira-vez-uma-candidatura-trans-nestas-eleicoes-municipais-de-2020/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, deixe seu comentário !