A falta de uma legislação específica acaba forçando o movimento LGBT+ a acionar o Supremo Tribunal Federal a realizar intervenções jurídicas, sempre que pretende lutar por um direito como , por exemplo, doação de sangue, união estável, retificação do nome social, criminalização da LGBTFOBIA e etc. Todavia, é preciso que se crie um pacote de medidas que somente o poder público local é capaz de viabilizar caso queira, por exemplo, promover o resgate da Cidadania da pessoa trans no que diz respeito a empregabilidade ou capacitação profissional. É compromissada com essa misão que Lohanna Pausini, aceitou o desafio de se candidatar como vereadora do município de São Luís, trazendo como slogam ” Resistir para existir”, uma forma explícita de reafirmar que sua identidade de gênero como mulher trans, existe a partir de uma luta de resistência, fazendo lembrar que lágrimas, suor e sangue ajudaram a pintar as cores do arco-íris na bandeira do movimento LGBT+. O próprio número eleitoral 23.175, foi criteriosamente criado para fazer menção ao dia 17 de maio, dia internacional de combate a LGBTFOBIA.
A candidatura de uma mulhger trans, não só é emblemática para o movimento LGBT+, como também demonstra que a cidadania é um direito de todos, e que o exercício da vereância precisa ser feito em benefício da população de um determinado município ainda que seja por meio de nichos como comumente ocorrem nas políticas municipais.
Fonte Autorizada: https://pausini.wordpress.com/2020/09/28/sao-luis-tem-pela-primeira-vez-uma-candidatura-trans-nestas-eleicoes-municipais-de-2020/